Curiosidades
Piscinas naturais do Brasil: Porto de Galinhas, Maragogi e Lençóis
Equipe Piscininha ·
O Brasil tem algumas das piscinas mais bonitas do mundo, e nenhuma delas leva cloro. São formadas pelo mar, pelos recifes ou pela chuva, e se renovam sozinhas. Veja três das mais famosas e o que elas explicam sobre a água cristalina da sua piscina.
Resumo rápido
- Porto de Galinhas (PE): piscinas formadas por recifes costeiros, a poucos metros da praia, visitadas de jangada.
- Maragogi (AL): as galés, recifes de coral a cerca de 6 km da costa que viram piscinas na maré baixa.
- Lençóis Maranhenses (MA): lagoas de água da chuva entre dunas de areia, cheias entre o verão e o outono.
- Por que são tão limpas: a água é renovada o tempo todo pela maré ou pela chuva.
- Na sua piscina a água fica parada, por isso precisa de filtro e tratamento.
Porto de Galinhas, Pernambuco
Foto: Beto Quissak, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
No município de Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, uma linha de recifes costeiros, principalmente de arenito, fica perto da praia. Na maré baixa, a água presa entre as pedras forma piscinas rasas, mornas e transparentes, cheias de peixes. O passeio clássico é feito de jangada, as embarcações de vela colorida que aparecem na foto, e o trabalho dos jangadeiros é regulamentado.
Maragogi, Alagoas
Um peixe-papagaio nas piscinas de Maragogi. Foto: Beto Quissak, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
As famosas galés de Maragogi são recifes de coral a cerca de 6 km da costa. Quando a maré baixa, eles formam piscinas de águas mornas, com profundidade de 1 a 5 metros, onde se nada entre peixes coloridos. A visita só acontece na maré baixa, em horários controlados, porque a área faz parte da APA Costa dos Corais. Essa área de proteção, criada em 1997, se estende por cerca de 413 mil hectares entre Tamandaré (PE) e Paripueira (AL).
Se for, siga as regras do passeio: não pise nos corais, não alimente os peixes e use protetor solar que não agrida o recife.
Lençóis Maranhenses, Maranhão
Foto: Aloysio Correa Junior, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
Aqui as piscinas não vêm do mar, e sim da chuva. Na estação chuvosa, mais ou menos de janeiro a junho, a água enche os vales entre as dunas de areia branca. Uma camada de rocha impermeável embaixo da areia impede que a água escoe, e surgem centenas de lagoas azuis e verdes. Na estação seca, elas evaporam rápido.
O parque nacional foi criado em 1981, tem cerca de 155 mil hectares e virou Patrimônio Mundial da UNESCO em 2024. Uma curiosidade: a traíra, um peixe da região, se enterra na lama úmida e fica dormente durante a seca, esperando a próxima chuva.
Por que a água delas é tão limpa?
Nenhuma dessas piscinas recebe cloro. O segredo é a renovação: em Porto de Galinhas e Maragogi, a maré troca a água duas vezes por dia; nos Lençóis, as lagoas se formam com água da chuva e duram poucos meses.
Uma piscina de casa é o oposto: a mesma água fica parada por anos, recebendo sol, folhas, suor e protetor solar. Sem renovação natural, quem faz esse trabalho é o filtro, que tira a sujeira, e o cloro, que elimina bactérias e algas. Veja o passo a passo em rotina de manutenção da piscina e quanto cloro colocar.
Perguntas frequentes
Qual a melhor época para ver as piscinas naturais do Nordeste? Elas dependem da maré baixa, que acontece todos os dias. Consulte a tábua de marés antes de marcar o passeio.
Quando as lagoas dos Lençóis estão cheias? Elas enchem com as chuvas, que se concentram entre janeiro e junho, e começam a secar depois.
Dá para ter uma piscina natural em casa? Existem as chamadas piscinas biológicas, tratadas com plantas e filtragem. São projetos bem diferentes de uma piscina comum e exigem orientação especializada.
Não dá para levar a maré para casa, mas dá para ter água cristalina. Veja os produtos das lojas de Joinville e receba em casa ou retire na loja, pagando na entrega.