Equipamentos

Clorador salino: como funciona a piscina de água salgada

Equipe Piscininha ·

A "piscina de água salgada" não é uma piscina sem cloro: é uma piscina que fabrica o próprio cloro a partir do sal dissolvido na água. O equipamento que faz isso é o gerador de cloro, conhecido como clorador salino. Ele traz conforto e praticidade, mas a química da água continua precisando de atenção.

Painel de controle de um clorador salino na parede, com botões de produção em porcentagem O painel do clorador salino regula quanto cloro a célula produz a partir do sal. Foto: Asurnipal, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Resumo rápido

  • Como funciona: uma célula eletrolítica transforma o sal (cloreto de sódio) em cloro, direto na tubulação.
  • Salinidade típica: de 3.000 a 4.000 ppm (3 a 4 kg de sal por m³), conforme o fabricante. A água do mar tem cerca de 35.000 ppm, quase dez vezes mais.
  • Vantagens: água mais suave, menos manuseio de produtos, cloro estável.
  • Ainda precisa de: controle de pH (que tende a subir), alcalinidade, estabilizante em piscina externa e limpeza da célula.

Como funciona

A água passa pela célula do clorador, onde placas de titânio recebem uma corrente elétrica de baixa voltagem. Essa eletrólise transforma o cloreto de sódio dissolvido em cloro ativo, que desinfeta a água exatamente como o cloro comprado. Depois de agir, o cloro volta a ser sal, e o ciclo se repete. Por isso o sal quase não é consumido: ele só se perde com respingos, retrolavagens, chuva que transborda e trocas de água.

Quanto sal colocar

Use sal próprio para piscina: cloreto de sódio de alta pureza, sem iodo e sem antiumectantes. Sal de cozinha comum pode manchar e trazer impurezas.

Como 1 ppm equivale a 1 g por m³, para chegar a 3.500 ppm numa piscina de 25 m³ sem sal:

25 m³ × 3,5 kg = cerca de 87 kg de sal

Siga a salinidade indicada pelo fabricante do seu clorador: existem modelos de baixa salinidade que trabalham com menos sal.

Como aplicar: com a bomba ligada e o clorador desligado, espalhe o sal pela parte rasa e escove para ajudar a dissolver. Mantenha a filtragem por 24 horas e só então ligue o clorador.

Vantagens

  • Conforto: a água fica muito menos salgada que a do mar, e muitas pessoas a sentem mais suave na pele e nos olhos.
  • Menos cloraminas: a produção contínua mantém o cloro estável, e o cheiro forte de cloro é raro.
  • Praticidade: menos compra, transporte e armazenamento de cloro.

Cuidados e desvantagens

  • pH tende a subir. A eletrólise produz um efeito alcalino, e é comum precisar aplicar redutor de pH com frequência. Veja pH da piscina.
  • Custo inicial do equipamento, e a célula precisa ser trocada depois de alguns anos de uso.
  • Incrustação na célula: o cálcio se deposita nas placas, principalmente com pH e dureza altos. Limpe conforme o manual (muitos modelos têm inversão de polaridade automática para reduzir isso).
  • Corrosão: o sal pode atacar metais e algumas pedras naturais da borda. Prefira acessórios de aço inoxidável de boa qualidade e verifique a compatibilidade das pedras.
  • Estabilizante: em piscina externa, o cloro gerado também é destruído pelo sol. Mantenha o ácido cianúrico entre 30 e 50 ppm. Veja estabilizante.
  • Choques: em dias de muito uso ou depois de chuva forte, pode ser necessário um tratamento de choque com cloro comum ou o modo "boost" do equipamento.

Rotina de manutenção

  • Meça cloro e pH 2 a 3 vezes por semana, como em qualquer piscina.
  • Meça a salinidade uma vez por mês (muitos cloradores indicam no painel; fitas específicas também medem).
  • Inspecione e limpe a célula conforme o manual.
  • Depois de chuvas fortes que diluem a água, confira a salinidade e reponha o sal.

Vale a pena?

Para quem usa muito a piscina e valoriza conforto e praticidade, costuma valer. Para piscinas com pedras naturais sensíveis ao sal ou peças metálicas antigas, avalie com um técnico antes da instalação.


Cloradores salinos e sal para piscina nas lojas de Joinville: compare e receba em casa, pagando na entrega.